Maria Padilha e Maria Mulambo
Maria Padilha e Maria Mulambo

Maria Padilha e Maria Mulambo

O Romance: um Coração de Maria Padilha das Almas: Este livro conta uma história em meados do século XIV na França, onde a personagem segue entre desejos e anseios sua rotina diária envolta da vaidade e do acúmulo de bens. Clique Aqui e Confira! 

Maria Padilha é uma entidade bonita que, em vida, influenciou o rei Dom Pedro I de Castela (1334-1369) nas mais importantes decisões, tendo com ele quatro filhos.

Se casaram secretamente e Maria Padilha sagrou-se como a única esposa de Dom Pedro I de Castela, tornando-se a legítima rainha e exercendo seu poder e influência mesmo depois de morta.

Os pontos cantados de Maria Padilha lembram a sua história e ela se tornou a mais popular pomba gira, sempre sendo lembrada como a amante do rei de Castela.

Maria Padilha percorreu vários lugares até chegar aos terreiros de São Paulo e de todo o Brasil, tanto de umbanda quanto de candomblé, e, hoje, é muito procurada para trazer o amor de volta.

Maria Padilha e Maria Mulambo são consideradas eternas rivais e sobre elas existem várias história. A história abaixo é contada por Maria Padilha das Almas.

Maria Padilha e Maria Mulambo viveram na mesma época, exercendo a mesma profissão, dentro da mesma cidade. As duas eram cafetinas, donas de dois grandes cabarés.

O de Maria Padilha ficava próximo ao centro da cidade e o de Maria Mulambo ficava na parte mais humilde, periferia. A similaridade entre elas vinha desde a juventude, já que ambas, quando moças, trabalharam para Maria Quitéria.

Segundo Maria Padilha, Quitéria teria sido quem a ensinou tudo e o Cabaré de Padilha ela herdou de Maria Quitéria. A rivalidade entre Mulambo e Padilha já começava nessa época.

Padilha era interessada, se esforçava para ser como Quitéria e, na verdade, conseguiu supera-la. Mas Quitéria sempre gostou mais de Mulambo.

Mulambo era desleixada, nunca quis ser como Quitéria, não se esforçava para ser a “Dama” que se esperava que fosse, ela vivia por aí, fazendo bagunça e se metendo em confusão, mas mesmo assim Quitéria a adorava.

A relação de Quitéria com Padilha era bem mais fria. Ela demonstrava orgulho e aprovação pelo sucesso que Padilha alcançava, mas nunca houve amizade.

Quando Mulambo chegou a uma idade mais madura, ela já era rica, pois além de trabalhar no Cabaré, ela se metia com contrabando e todo tipo de coisa ilícita.

Mulambo manifestou o desejo de ter seu próprio Cabaré, e para atiçar ainda mais Padilha, Quitéria comprou um casarão bem no lugar que Mulambo gostava e deu de presente, mas para Padilha, que era a mais competente das meninas de Quitéria, ela não deu nada.

Quando Quitéria morreu (assassinada por Padilha), o cabaré ficou para Padilha, que o fez crescer e aumentou muito o prestígio do lugar.

O cabaré de Padilha era suntuoso, a opulência estava em cada detalhe do imenso casarão que mais parecia um palácio.

O cabaré de Mulambo era uma casa até maior, mas caindo aos pedaços. O curioso é que Maria Mulambo sempre teve mais dinheiro que Maria Padilha, mas não gastava com luxo.

As moças do cabaré de Padilha eram vestidas como princesas. Se alguém as visse, jamais diriam que eram prostitutas. Aliás, a própria Padilha gostava de chama-las de cortesãs.

As moças do cabaré de Mulambo andavam requenguelas, não tinham uma aparência fina. As moças dos dois cabarés sempre eram comparadas e isso aumentava ainda mais a rivalidade.

Maria Quitéria havia sido, além de Cafetina, uma poderosa feiticeira, e ensinou muito tanto à Mulambo quanto à Padilha.

Obviamente que as duas buscaram aprender mais usando outras raízes além dos ensinamentos de Quitéria, e as duas ficaram poderosíssimas, mas com limitações.

O que Padilha fazia em bruxaria, ela não sabia desfazer. Já o que Mulambo fazia, durava muito pouco. Muitas vezes, as duas tiveram que se rebaixar a pedir socorro uma à outra.

Mulambo ajudando Padilha a desfazer o que tinha feito e Padilha ajudando Mulambo a firmar mais o que fazia. Padilha morreu primeiro, Capa Preta a matou.

Quando uma pessoa morre, ela vai para a “Roda das Encarnações”, onde a natureza decide se ela reencarna ou se seu espírito volta para o criador, porém quando uma pessoa usa de Magia Negra na sua vida, quando morre, a natureza não a reconhece.

O espírito dos feiticeiros fica adulterado. A natureza só reconhece aquilo que é natural, e o sobrenatural ela rejeita, como se fosse algo que não se encaixa mais no mundo.

Padilha era um espírito sobrenatural, ela já havia usado muito de Magia Negra, e seu espírito estava impregnado dela. Ela se tornou então um espírito encurralado entre o mundo dos vivos e o mundo espiritual, ela não regressava aos planos superiores nem voltava a encarnar.

Muitas outras feiticeiras também estavam na mesma situação e Padilha as liderou. Elas formaram uma falange. A palavra falange é grega, era usada para se referir a esquadrões de soldados.

A falange foi criada e Padilha das Almas era a líder. Todos os espíritos desta falange tinham, por obrigatoriedade, usar o nome de Maria Padilha.

Então, sugiram centenas de falangeiras, cada uma com o seu sobrenome, que lhe dava individualidade, mas todas usando o nome da chefe e sendo submissas a ela.

Mulambo também morreu e se encontrava na mesma situação, presa entre lá e cá. Quando ela encontrou Maria Padilha, ela pensou que seria recebida como uma igual, mas não.

Maria Padilha tratou Mulambo com desdém. Ela ofereceu à Mulambo ser da falange. Mulambo estava sozinha e ficou muito decepcionada por Maria Padilha não lhe estender a mão, afinal elas se conheciam desde que eram vivas.

Mulambo se encheu de ódio e usou da arma que ela mais tem domínio, a falsidade. Ela abaixou a cabeça e aceitou ser uma falangeira de Padilha, e nisso Padilha tomou dela o que ela tinha de mais precioso, o nome.

Padilha chamou Mulambo de “Maria Padilha dos Sete Nós”. O erro de Maria Padilha foi deixar o orgulho lhe subir a cabeça, por ser uma entidade poderosa, ela achou que era invencível, mas estava enganada.

Maria Mulambo era um lobo em pele de cordeiro. Ela era muito esperta e sabia que a força de Padilha estava em ter uma falange tão grande, cheia de entidades magníficas, e que se ela peitasse Padilha, ela não teria como vencer, pois as falangeiras a iriam defender.

Então, Mulambo tramou para derrubar a falange. Ela foi fazendo laços de amizade com as falangeiras e, muitas delas, estavam extremamente descontentes com o modo autoritário que Maria Padilha as governava.

Mulambo foi comendo pelas beiradas e Maria Padilha nem se deu conta. Em um determinado momento, todas as falangeiras estavam reunidas, centenas de espíritos de mulheres.

Padilha era quem falava mais alto, mas naquele dia, Maria Mulambo se levantou e, falando para todas as mulheres ouvirem, ela perguntou quem desejava sair da falange de Maria Padilha e formar, com ela, uma nova falange.

Padilha debochou, achando aquilo ridículo, mas o deboche durou pouco, a graça se acabou quando mais da metade da falange dela a abandonou e escolheu seguir Maria Mulambo.

Mulambo prometeu que todas as falangeiras que a seguissem poderiam escolher usar o nome delas ou não, poderiam ser quem elas realmente eram.

Padilha ficou furiosa, a falange que ela demorou tanto tempo para criar estava desmoronando e ela não podia fazer nada.

Ela declarou guerra à falange de Mulambo, mas Mulambo disse não. Ela disse que não faria as falangeiras lutarem uma briga que não era delas, e que se houvesse uma batalha, seria uma contra uma: Maria Mulambo contra Maria Padilha.

Assim foi dito, assim se fez. Elas lutaram violentamente, como dois touros que se enfrentam. A luta durou muito tempo e nenhuma das duas conseguia vencer. Após muitos dias de guerra, elas deram uma trégua.

Iriam parar de guerrear por um período. Esta trégua ainda está de pé, mas Maria Padilha já disse que quando a trégua cair, ela irá guerrear com toda a força que tem.

Maria Mulambo, pelo visto, não está nem um pouco preocupada. Na medida que o nome de Padilha cresceu, o de Mulambo também, e na medida que Padilha trouxe mais moças para a sua falange, a falange de Mulambo também aumentou.

As duas são as entidades femininas mais famosas desta terra e só quem conhece as duas sabe o tamanho do poder que elas tem.

Enquanto isso, elas vão se tolerando. Muitas vezes, ficam juntas, de mãos dadas, como se fossem boas amigas. Serpentes!

Saravá!

Verdade ou não essa história, ambas as pombas giras são donas de giras, conhecidas de longa data. Nessas giras, os médiuns utilizam roupas e adereços de acordo com a vontade dessas entidades.

As pombas giras, de uma maneira geral, são consideradas uma família só, aberta para todos que queiram se integrar. Elas são muito procuradas e invocadas para conquistar homens, principalmente Maria Padilha e Maria Mulambo, que trabalham muito no campo dos desejos humanos.

Ambas são consideradas donas da rua e estão presentes em terreiros de umbanda, vindo em terra em corpos de médiuns.

Ambas são protetoras e orientadoras, ajudando na compreensão do mundo invisível. Tudo o que se for fazer em nome dessas pombas giras, antes se faz necessário pedir a autorização à elas, pois ter a autorização também é ter a proteção para fazer.

Essas pombas giras sempre vem em terra com algo a se fazer, como tirar demandas, nunca vem à toa. Muitas vezes, são cultuadas através de imagens e trabalham juntas no astral, podendo-se fazer uma única oferenda para ambas.

Festas são feitas em louvor, agradecimento e homenagem à essas entidades, que são as mais conhecidas e sempre marcam presença.

Elas também são consideradas rainhas do candomblé e fazem um trabalho espetacular no plano espiritual.

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