Maria Padilha no Candomblé
Maria Padilha no Candomblé

Maria Padilha no Candomblé

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Maria Padilha é uma das pombas giras do candomblé e é muito popular no Brasil. Seu culto no candomblé se constitui à partir de entrecruzamentos de tradições africanas e europeias.

No candomblé, Maria Padilha é uma mensageira entre o ser-humano e o mundo de todos os orixás, que surgiu à partir da Bongbogirá.

Como o candomblé não faz distinção entre o bem e o mal no sentido judaico-cristão, a relação entre o indivíduo encarnado e Maria Padilha (e qualquer outra entidade ou orixá de candomblé) torna-se propiciatório e sacrificial, ou seja, um à mercê do outro.

No candomblé, há as cantigas que são usadas como instrumento de identidade de Maria Padilha, assim como de outras entidades e como acontece na umbanda, cantando-se pra ela quando chega incorporada.

O culto à Maria Padilha no candomblé, como de qualquer outra pomba gira, segue de perto o culto dos orixás, assentado em mitos e tradições de origem presumidamente africana, não existindo praticamente nada escrito sobre Maria Padilha ou qualquer outra pomba gira, ou seja, no candomblé não há nenhum tipo de teoria doutrinária ou organização teológica para estas entidades.

No candomblé, assim como acontece em alguns terreiros de umbanda, os iniciados tem um exu masculino e uma pomba gira, podendo esta ser Maria Padilha.

No candomblé, Maria Padilha, e qualquer outra pomba gira, deve ser presenteada com coisas que ela usa no terreiro, quando incorporada, como tecidos sedosos para suas roupas, nas cores vermelho e preto, perfumes, joias e bijuterias, champanhe e outras bebidas, cigarros, cigarrilhas e piteiras, rosas vermelhas abertas (nunca botões), além das oferendas de obrigação com animais sacrificiais e os despachos deixados nas encruzilhadas, cemitérios e outros locais, a depender do trabalho que se faz, sempre iluminados por velas vermelhas e pretas e, ás vezes, brancas.

Nos terreiros de candomblé, onde há o costume de se oferecer apenas uma grande festa anual para as entidades, Maria Padilha, dentre outras pombas giras, vem para se divertir, dançar e ser apreciada e homenageada, conforme o padrão do culto aos orixás.

Quando se deseja recorrer à Maria Padilha ou à qualquer outra pomba gira, pode-se buscar o conforto de três maneiras:

  1. consultando-se com ela durante uma gira ou toque, em que ela está presente pelo transe, em sessões que ocorrem muito tarde da noite, geralmente às sextas-feiras;
  2. em contato com ela em sessão reservada, geralmente à tarde, quando o terreiro oferece consultas privadas;
  3. tendo o pai ou mãe-de-santo como intermediador, que podem usar o jogo de búzios, oráculo dos orixás.

No candomblé, pombas giras, como Maria Padilha, recebem sacrifício votivo de galinhas pretas e, quando se pretende atingir objetivos mais difíceis, de cabras pretas e novilhas.

Além disso, no candomblé, as comidas (oferendas de alimento) são depositadas ao “pé da pomba gira”, isto é, em seu assentamento, junto às suas representações materiais compostas de boneca de ferro, tridentes arredondados de ferro, lanças de ferro e correntes (elementos presentes também nos pontos-riscados), representações que permanecem guardadas, longe dos olhos dos não iniciados, nas dependências reservadas para o culto de exu.

No candomblé, a concepção mais generalizada de Maria Padilha, e de outras pombas giras, é de que se trata de uma entidade muito parecida com os seres humanos.

Muitos terreiros de candomblé incluíram o culto às pombas giras, incluindo à Maria Padilha, por força de adeptos convertidos da umbanda.

Hoje, Maria Padilha é considerada a rainha do candomblé, representada por uma mulher sensual, independente e dominadora, incorporada por um(a) médium, assim como na umbanda.

Maria Padilha é uma das principais entidades da esquerda na Umbanda e no Candomblé, é uma exu mulher e uma pomba gira de grande força e de muita procura pelos consulentes.

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