Maria Padilha do Cemitério
Maria Padilha do Cemitério

Maria Padilha do Cemitério

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Maria Padilha do Cemitério é uma entidade muito cultuada na Umbanda e no Camdomblé e, á seguir, você pode conferir sua história, contada por ela mesma.

Nasci em uma cidade pequena, em uma família católica, mas o meu destino estava traçado desde o meu nascimento. Para minha família, eu era uma estranha, pois, desde muito cedo, eu via e conversava com os mortos.

Minha família me julgava e me escondia dentro de casa para que ninguém descobrisse a verdade. Os espíritos eram a minha única companhia, e fui crescendo naquela prisão e descobrindo outros dons…

Um certo dia, um espírito me chamou do lado de fora e, mesmo com medo, eu fui. Ele me levou ao cemitério que ficava próximo da minha casa, um cemitério muito antigo, onde minha bisavó estava enterrada, ela era feiticeira.

Me sentei no túmulo dela e comecei a chorar, não sabia porque minha família me maltratava tanto. Logo ela apareceu e se sentou ao meu lado, me disse que eu era herdeira de todos os seus dons e me deu vários conselhos.

Daquele dia em diante, sempre que eu podia, eu fugia daquela casa e ia para o cemitério. Os espíritos de lá e minha vó me fizeram guardiã dos seus segredos, aprendi feitiços, simpatias, bruxarias e magias.

Eu tinha sede de saber, aprendia tudo o que podia e até o que não podia. Desenterrei do túmulo de minha vó um livro muito antigo com magias poderosas e levei para casa.

Minha família, ao reconhecer o livro, me indagou porque estava fazendo aquilo, me humilharam, disseram que eu era um demônio e me jogaram na rua.

Em uma casa abandonada, próxima ao cemitério, eu fiz a minha moradia. Os espíritos me auxiliavam em tudo e, por um tempo, fui feliz naquele casarão abandonado!

Durante as madrugadas, eu me dirigia até o cemitério para praticar as magias das quais eu já dominava. Até que, um dia, minha vó apareceu e disse que meu tempo estava terminando.

Eu pude ver, na minha frente, como seria a minha partida. O tempo foi passando e eu sabia que estava próximo, até que um dia, um padre novo que havia chegado na cidade bateu na porta do casarão.

Eu já sabia que ele iria para a cidade para me matar, pois ninguém daquele lugar teria coragem. Abri a porta e ele ficou paralisado com a minha beleza.

Em seus pensamentos, passaram cenas impuras e eu logo cortei aquele delírio dele perguntando como um padre poderia ter pensamentos tão impuros com uma jovem como eu.

Os olhos do padre fervilharam de ódio, ele começou a gritar que eu era uma bruxa maldita. Eu ria da situação, pois enquanto me amarravam, todos tinham pensamentos impuros.

E eu lia todos… Antes de chegar à praça, eu perguntei ao padre se podia lhe fazer um pedido e ele prontamente me atendeu, pois no fundo ele estava encantado.

Eu pedi pra não ser queimada. Chegamos na praça e as pessoas já paravam pra olhar. A minha sina se cumpria e eu não estava nem um pouco preocupada, pois sabia que a morte não era o fim.

Fui degolada em praça pública, de longe estavam as pessoas olhando aquela cena e dizendo: “Tão jovem, tão linda, que triste fim!“, enquanto outros jogavam pedras e falavam palavrões.

Em pouco tempo, o céu escureceu e a chuva caiu, então o padre atendeu meu último pedido: que os pedaços do meu corpo fossem enterrados no cemitério, ao lado de minha amada vó.

E assim se cumpriu a minha sina e eu voltei para o meu lugar. Sou Maria Padilha do Cemitério, caso precise, é só me chamar.

Ponto Cantado de Maria Padilha do Cemitério

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